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A mandioca, aipim ou macaxeira

Alimentação e Meio Ambiente

No dia 22 de abril, Dia da Terra e do Descobrimento do Brasil, também é comemorado o Dia da Mandioca. Que data propícia para celebramos esse alimento tão brasileiro! É o momento de resgatarmos esse item em nosso cardápio! Por que não consumimos mais dessa raiz, que sempre foi a principal fonte de energia de nossos índios?

As pesquisas indicam que a combinação de farinha de mandioca com peixe já era consumida aqui há mais de 8 mil anos! Ela se adapta facilmente em qualquer lugar, não precisa de agrotóxicos, está pronta para colheita após alguns meses e pode ser mantida no solo como forma de conservação.

Conhecida também como aipim ou macaxeira, dependendo da região do país, seu plantio tem perdido espaço. Ela foi substituída pelo pão francês. Até em lugares mais distantes de centros urbanos, o chamado pão de sal, feito de farinha de trigo, é quem impera.

Poucas pessoas sabem, mas importamos 70% do trigo que consumimos, principalmente da Argentina e dos Estados Unidos. Nosso clima e altitude não favorecem a cultura desse cereal.

Os derivados da mandioca são mais fáceis de serem consumidos do que a raiz, devido a sua pouca durabilidade. O ideal é consumir em até 4 dias, o que muitas vezes é difícil em uma cidade grande, pois tudo vem de fora. Tenho visto nos mercados e nas feiras a raiz descascada, em embalagem à vácuo; essa é uma boa opção para quem mora nas cidades.

Podemos também utilizar mais seus derivados, como o polvilho e a farinha. Pãozinho de queijo (ou mesmo sem queijo), goma de tapioca e uma farofa para complementar nosso arroz com feijão são sempre muito bem-vindos, não acha?! Sem falar no sagu para sobremesa.

Se comprar a raiz, o procedimento para conservá-la por mais tempo é simples: é só descascá-la e deixar em água na geladeira por até uma semana. Também é possível armazená-la no freezer, depois de descascada, por até 3 meses.

Gosto de comer cozida acompanhada de um cafezinho, com manteiga ou azeite e sal. Fica deliciosa! Uma opção que também gostamos bastante aqui em casa é a tapioca. Se não compro a goma pronta em alguma casa do Norte ou faço do polvilho mesmo. Veja abaixo uma receita a partir do polvilho. Não é difícil, apenas dá um pouco de trabalho.

Receita básica para goma de tapioca:

  • 500g de polvilho doce;
  • 1 litro de água.

Modo de preparo:

  • Junte o polvilho com a água em uma tigela grande. Aguarde por aproximadamente 2 horas;
  • Escorra a água e coloque a goma que ficou no fundo da tigela para secar em um pano de prato limpo e seco;
  • Após 1 hora os torrões podem ser peneirados e estão prontos para uso.

Rendimento:

Aproximadamente 10 tapiocas.

Preparando a tapioca:

  • Aqueça uma frigideira de 20 cm e peneire 4 colheres (sopa) de goma;
  • Com uma escumadeira, espalhe cuidadosamente a goma pela frigideira. Mantenha o fogo bem baixo, até a tapioca soltar da panela;
  • Coloque o recheio de sua preferência até a metade e dobre a tapioca ao meio, formando uma meia lua;
  • Aguarde um pouco para aquecer o recheio, tomando cuidado para não queimar.

Sugestões para o recheio:

Os tradicionais são manteiga, queijo, coco com leite condensado, mas pode-se fazer algumas variações, como tofu temperado, berinjela, geleia, mel etc.

Fernanda Franco é Técnica em Nutrição e consultora em culinária e nutrição vegetariana. Veja em colunistas Materna.

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