
Por Claudiana Cabral
E mesmo diante dos desafios, de seus corpos frágeis, continuam a nos proteger, acolher e iluminar nossos caminhos.
Pai de primeira viagem, Andrei Chikhani Massa, 25 anos, está à espera de seu filho: “Foi uma surpresa, não planejamos. Aconteceu. Estou contente, acho que será uma aventura deliciosa”. Para o recente papai a aventura não traz apenas responsabilidade, já que é impossível não se divertir: “Criança é alegre, risonha. Tenho certeza que será meu companheirinho.”
Jorge Luiz Nobrega, 47 anos, duas vezes pai, de Pedro de 12 e João de 9 anos, não acreditava em amor incondicional: “Hoje sinto uma coisa que nunca nem pensei sentir. Dou minha vida por eles, se for preciso. Não tenho como explicar, só tendo filhos para saber.”
Andrei e Jorge fazem parte de uma nova geração de pais, que divide com as mães os cuidados com os filhos. Eles têm como princípio a participação: “Acho que todo pai te ensina o que fazer e o que não fazer com seu filho. Meu pai não foi muito presente, mas em compensação sempre foi aberto a todo tipo de conversa. Sei que quero ser um pai presente-conversador”, confidencia Andrei.
Quando chegamos à casa do Jorge, seu filho mais novo, João, se jogou no colo do pai e abriu a boca. O pai perguntou se a dor no céu da boca tinha melhorado. “Eu procuro estar sempre com eles, ser o mais presente que posso. Às vezes eu fico até chateado porque quero sair com os dois, mas eles só pensam em jogar videogame”. Ser pai é criar um vínculo indissolúvel: “eu penso nos meus filhos até na hora que atravesso a rua, tenho cuidado. Se acontecer alguma coisa comigo, o que será deles?”, pondera Jorge.
A recompensa de tanto esforço, dedicação e paciência vem da simples existência dos filhos:
“ Acordar e ver meus filhos é o maior prazer da minha vida. Eles me ensinam a amar, porque é um amor tão grande, um amor que pensei que não existisse.
Feliz dia, papais!




