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Qual é a cor da esperança?

Preferência dos brasileiros por adotar menina, recém-nascida e branca deixam cerca de 8.014 crianças à espera de um lar

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, quase 100% dos casais brasileiros que pretendem adotar uma criança rejeitam as negras, pardas ou indígenas. Em contrapartida, a maioria dos estrangeiros que vêm ao país com a intenção de constituir família se mostra indiferente à cor: somente 33% deles recusam crianças nas mesmas características. Quando a criança é filha de pais com HIV, 48,9% dos casais brasileiros a recusam, contra 27,4% de casais estrangeiros.

No entanto, surge uma esperança para as crianças que estão à espera de um lar: o tempo para adoção diminuiu e, segundo pesquisas, o preconceito também. Mas a disparidade ainda é abissal. Atualmente, o cadastro nacional de adoção aponta 31 mil casais interessados, enquanto há 8.014 crianças disponíveis para adoção.

O perfil das crianças que vivem em abrigos mudou. A questão econômica foi substituída pela violência doméstica e pelo abandono decorrente do vício em drogas dos pais. A maioria das crianças tem entre 7 e 15 anos, sendo 42%  delas pardas, 35% brancas, 21% negras e 2% indígenas.

Quem pode adotar?

Adultos com mais de 21 anos, independentemente do estado civil (solteiro, casado, divorciado ou em concubinato). Os interessados devem procurar a Vara da Infância e da Juventude mais perto de sua casa.

Claudiana Cabral

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