
A redução embrionária é um assunto polêmico. De acôrdo com resolução do Conselho Federal de Medicina nº1.358/92, em caso de gravidez múltipla, decorrente do uso de técnicas de Reprodução Assistida, é proibida a utilização de procedimentos que visem à redução embrionária. Só é permitida quando há risco de vida para a mãe. Para diminuir o índice de gravidez múltipla, a medicina conta com um novo equipamento que consegue selecionar os óvulos com maior probabilidade de fertilização. "desta forma não precisamos transferir vários embriões para obter sucesso no resultado", diz o dr. Márcio Coslovsky, especialista em reprodução humana. "Apesar de recomendarem a introdução de até quatro embriões, o ideal é transferir
apenas um ou no máximo dois", complementa. De acôrdo com o relator Pedro Pablo Magalhães Chacel, aquele que descumprir a norma pode ser processado pelo Conselho Regional de Medicina e ser penalizado por censura confidencial, censura pública, ficar suspenso 30 dias ou ter o registro cassado. O excedente dos pré-embriões, produzidos em laboratório, deve ser criopreservado e não pode ser destruído ou descartado. A resolução defende que, em caso de insucesso ou desejo de nova gravidez, novas tentativas de transferência possam ser feitas sem necessidade de novos procedimentos de indução ovulatória, coleta de óvulos e nova fertilização in vitro.
