
As mães que não estão atentas aos sinais que os seus bebes lhes transmitem sobre a sua saciedade têm a tendência a sobreamamentar, o que resulta num excesso de peso em bebes entre os seis meses e um ano de idade, revela um estudo publicado no “Journal of Nutrition Education Behavior”.
O estudo realizado na Rutgers University, em New Jersey, EUA, contou com a participação de 96 mães negras e hispânicas que alimentavam os seus bebes com leite artificial. Durante o período experimental, as participantes registaram informação sobre a alimentação dos seus filhos. Os investigadores visitaram as mães quando os bebes tinham três, seis e 12 meses de idade, para observar a amamentação e pesar os bebes.
Os investigadores estiveram atentos às variáveis que, eventualmente, pudessem estar relacionadas com o aumento de peso e descobriram que o número de mamadas por dia aos seis meses ajudava a prever o aumento de peso dos bebes entre os seis e os 12 meses. O estudo também revelou que as mães que não eram tão sensíveis aos sinais de saciedade dos seus bebes tinham filhos que aumentavam mais de peso.
De acordo com declarações ao sítio HealthDay, os investigadores revelaram que “a amamentação é um comportamento natural, e sugerir a uma mãe recente que está a alimentar o seu filho em excesso ou que não é muito boa a ler os seus sinais de saciedade requer as competências de um profissional de saúde especializado.”
Estudo publicado no "Journal of Nutrition Education Behavior"


Durante a amamentação, você chega a produzir três tipos de leite. Colostro: Chega a durar 12 dias. É a fase inicial da mamada e rico em proteínas, anticorpos, leucócitos e vitamina A. É muito importante principalmente nos primeiros dias, quando o bebê precisa de proteção contra infecções e alergias. Possui funções laxativas, auxiliando na eliminação das primeiras fezes e na prevenção da icterícia. Suas propriedades também aceleram a maturação intestinal e preparam o bebê para tolerar o leite maduro.
Leite de transição: Ocorre durante a passagem do colostro para o leite maduro. Neste período, a quantidade de calorias aumenta consideravelmente.
Maduro: É a parte mais gostosa da refeição do bebê. Como é mais rico em gorduras, dá a sensação de saciedade. Ele é mais ralo que o colostro. Por isso, muitas mães ficam apreensivas, achando que o leite é fraco. Pode ficar tranquila que a aparência é aguada mesmo.


Silvia Poppovic, que já trabalhou em outras grandes emissoras, como Globo, Record, SBT e Cultura, ficou um tempo afastada da tevê, quando teve sua filha Ana, fruto da relação com o médico Marcelo Bronstein.
Silvia relata que quando amamentou Ana, tinha crises do que popularmente se conhece como "Febre do Leite".
A febre do leite causa espasmos e calafrios na mãe, durante a amamentação.
No caso da Silvia, estes espasmos eram tão fortes que ela precisava deixar a bebê no berço, deitar e cobrir-se. Aos poucos os espasmos e calafrios iam passando e ela podia retomar a amamentação.
Segundo a Dra. Maria Flora Gomez, obstetra, esta febre acontece quando o organismo está retomando a temperatura interna do organismo, pois, a amamentação leva, além do leite, grande parte do calor interno da mulher. Calor que está retido na glandula mamária e que rapidamente se perde no ato do aleitamento. Basta ficar tranquila, aquecida, como fazia Silvia, e depois de alguns minutos, o corpo retoma sua condição normal na temperatura interna.


Como já comentamos anteriormente, a sucção correta é fundamental para uma mamada eficiente e para não criar sofrimento para a mamãe.
A má sucção pode causar fissuras no seio. Acontece quando o bebê pressiona só o mamilo. A pegada correta engloba também a aréola ao redor do mamilo.
Caso apenas um mamilo estiver machucado, deixe o bebê mamando apenas no outro até sarar.
Evite tomar sol e não passe hidratantes na área. Pode gerar irritação nos mamilos.
Retire sempre o leite por sucção artificial para evitar o empedramento, que acontece
quando a mãe tem muito leite. Se senti-los inchados e sensíveis, faça compressas de água fria.
A água quente pode sensibilizar ainda mais a região.
A mastite é uma reação inflamatória das mamas, inclusive com estado febril, causada pelo acúmulo de leite. A área fica avermelhada e inchada. Se isto acontecer procure seu médico.


As vidas de três milhões de bebês recém-nascidos que acabam morrendo todos os anos poderiam ser salvas com intervenções práticas e baratas, de acordo com a publicação médica especializada The Lancet.
Quatro milhões de bebês morrem em seu primeiro mês de vida e quase todos nascem em países em desenvolvimento.
Os médicos prevêem que estas mortes podem ser reduzidas significativamente por medidas simples como a adoção, por parte da mãe, de uma dieta balanceada antes e durante a gestação.
Outras medidas são manter o bebê aquecido e alimentá-lo com leite materno.
"Noventa e nove por cento destas mortes ocorrem em países muito pobres. Cerca de dois terços ocorrem na África Subsaariana e no sul da Ásia", disse Zulfiquar Bhutta, da Universidade Aga Khan, em Karachi, no Paquistão.
Os bebês morrem principalmente de infecções, parto prematuro e problemas respiratórios.
Em países onde já existe assistência médica básica para mães e crianças mais crescidas a melhoria dos serviços destinados a bebês custaria apenas US$ 4 milhões e reduziria a mortalidade em 90%.
Esta é uma pequena soma comparada ao tratamento de doenças responsáveis por altos índices de mortalidade, como a Aids e a malária, mas ela possibilitará o treinamento de funcionários, melhoria das informações às gestantes e o fornecimento de equipamento esterilizado de ajuda ao parto.
BBC

